domingo, 15 de novembro de 2009

A confusão no plano de vacinação para a gripe A

Desde há muito que se sabe que as crianças são o principal veículo de transmissão das infecções virais nomeadamente dos síndromes gripais pelo que em muitos países que têm consideração para além dos custos inerentes às próprias doenças outros custos indirectos, por exemplo, os dos custos por faltas ao trabalho dos pais, tiveram isto em linha de conta e consideraram a vacinação das crianças como prioritário. Em Portugal vacinaram-se em 1º lugar, os trabalhadores da Linha 24, até parecia que o vírus se transmitia pela linha telefónica, os políticos e alguns trabalhadores. Deixou-se que o vírus se instalasse nos infantários, escolas e só agora, não porque fosse o que estava programado mas por excesso de vacinas em stock decidiu-se iniciar a vacinação das crianças dos 6 aos 24 meses, e as outras? E as grávidas, se sabia que o risco é 10 vezes superior ao da população em geral porque que é que não foram logo consideradas grupo de risco? A confusão reina na Saúde Pública.

domingo, 8 de novembro de 2009

A ouvir e a ver

http://www.youtube.com/watch?v=oJEqJ9yALx8

A não perder

http://www.youtube.com/watch?v=CcgCBiyGljM

Cuidados de Saúde Primários (CSP)


Em Portugal haverá milhares de utentes do SNS sem Médico de Família, não se sabendo ao certo quantos, variando entre 1,5 milhões e os 700 mil, conforme as fontes.
O nº de Médicos de Família têm vindo a diminuir de forma drástica e sem “ovos não se fazem omeletas” como muito bem diz o Povo, de momento representam cerca de 1/4 dos médicos do SNS, situação que se irá agravar nos próximos anos devido ao facto de uma percentagem significativa dos médicos desta especialidade já ter ultrapassado a década dos cinquenta na idade, caminhando para a aposentação.
Não se pense contudo que esta situação é única de Portugal, mesmo em países onde a Medicina Geral e Familiar foi sempre considerada como uma especialidade de importância primordial, o que não é o caso de Portugal, onde sempre foi considerada uma especialidade médica de 2ª quer pelos responsáveis da Saúde quer mesmo pelos pares das outras especialidades, foi sempre o “patinho feio” das especialidades médicas. Contudo a escassez de Médicos de Família está a provocar o “pânico” nos respectivos Serviços Nacionais de Saúde pois todos ou quase todos os relatórios internacionais de avaliação da sustentabilidade económica dos SNS demonstram que os investimentos nos Cuidados de Saúde Primários não só obtêm melhores resultados em saúde como levam a uma redução dos custos. Em Portugal, os investimentos nos Cuidados de Saúde Primários deixam muito a desejar, comparando com os investimentos que são feitos em Hospitais. Bonitos discursos os das entidades responsáveis pela Saúde realçando a importância dos CSP, porém quando se vai para os investimentos em concreto, como por exemplo em infra-estruturas, o que vemos é que enquanto se constroem vários hospitais pelo país já cheio de hospitais, alguns até questionáveis pela sua dimensão e localização, há Centros de Saúde que funcionam em prédios de habitação com as cozinhas a servirem de consultórios médicos, por vezes sem elevadores para os utentes ou com elevadores onde não cabem cadeiras de rodas para utentes com deficiência. Acham isto normal? Pois eu não acho.
O Canadá, um país onde a Medicina Geral sempre foi uma especialidade primordial, também se encontra com um grave défice de Médicos de Família, têm neste momento quatro milhões de habitantes sem médico, cerca de 12% da população o que tem motivado as Entidades responsáveis a tomar medidas de modo a diminuir este problema e não tem sido a de criar USF!

O Mosquito